Imbátivel não, mas difícil de ser batido

Créditos: Site Botafogo
Difícil não se empolgar com esse Botafogo, depois de mais uma atuação de gala, com direito a virada de jogo com um jogador a menos, desde os 40 do primeiro tempo. Mais uma vez, o time de Jair Ventura demonstrou que, para vencer o Botafogo, o adversário vai ter que suar muito. O Sport é um time se série A, bem armado e está muito bem em todas as competições que disputa e tem até jogador de seleção brasileira. Impossível não valorizar uma partida dessas.

Acredito que, a maioria dos botafoguenses, quando terminou o primeiro tempo perdendo por 1x0 e com um jogador a menos, pensava o seguinte: se perder de 1x0 já está bom, da pra tentar se classificar em Recife. Se empatasse, seria goleada. Mas o time se superou (de novo), e brindou sua torcida com uma linda virada.

Sem saber ainda se Jair quis poupar (Pimpão e Roger) ou se foi opção mesmo (ele falou em meritocracia no fim do jogo), o treinador resolveu escalar Guilherme e Sassá como titulares, além de Emerson Santos, Airton e Bruno Silva, ou seja, meio time diferente do jogo de domingo, contra o Flamengo.

O Botafogo foi melhor que o Sport praticamente durante toda a partida. Mesmo tomando um gol bobo e inesperado, o time não se abateu, tanto que fechou o primeiro tempo com 7 finalizações contra apenas 3 do Sport. 13 cruzamentos contra 2 do Sport. Números significativos. Bruno Silva expulso e Carli lesionado, fizeram com que Jair mudasse a postura do time para o segundo tempo, já pensando na decisão em Recife, afinal, perder por 1x0 deixaria o confronto aberto.

No segundo tempo, o Botafogo teve paciência para suportar a pressão e eficiência para explorar os contra ataques. Teve pênalti defendido pelo Gatito, bola na trave do Sport, mas nada disso pode tirar o mérito deste time. Afinal de contas, não é toda hora que se vira um jogo com um a menos, contra um bom time de série A.

Guilherme fez dois gols, foi sem dúvidas o destaque do jogo e vai botar uma dor de cabeça danada no Jair para o jogo contra o Barcelona-EQU, porém, gostaria de fazer três destaques especiais também. O primeiro foi a atuação do Airton, que mesmo sem o Bruno Silva, tomou conta do meio e ainda roubou a bola no primeiro gol. O segundo foi o lançamento do Emerson Santos para o Guilherme no segundo gol. Emerson Santos nem parece que ficou tanto tempo parado, de tão bem que está jogando. O terceiro foi a defesa do Gatito no pênalti do Diego. Que frieza!

Converso com muitos torcedores e um pensamento incomum vem tomando conta da maioria: há tempos não se via um Botafogo, não imbatível, mas difícil de ser batido. Como o próprio Jair disse ontem na coletiva depois do jogo, esse ano deve vir coisa boa.

Eu também acho.
Imbátivel não, mas difícil de ser batido Imbátivel não, mas difícil de ser batido Reviewed by Leonardo Machado on abril 27, 2017 Rating: 5

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