COLUNA NOSSA HISTÓRIA: Diva e Oliveira Castro


Nunca houve uma canoa como Diva, é parafraseando Marcos Eduardo Neves, do livro "Nunca houve um homem como Heleno", que a nossa coluna começa hoje com mais um conto glorioso. 

Diva foi uma embarcação gloriosíssima que esteve presente nas regatas em 1899, tendo disputado 22 competições e vencido simplesmente TODAS. Sua última prova lhe rendeu o título de campeão carioca no torneio organizado pela União de Regatas Fluminense, e a regata derradeira ocorreu na praia de Icaraí.

A embarcação botafoguense tinha os seguintes remadores: Paulo Ernesto Azevedo (patrão), Aramando Leite (voga), Francisco do Rego Macedo (sota-voga), Antonio Mendes de Oliveira Castro (sota-voga) e Carlos de Souza Freire (proa).


E quem foi Oliveira Castro?



Antonio Mendes de Oliveira Castro (FOTO), mais conhecido como Almirante, é considerado um dos maiores remadores da história do Botafogo. O Almirante ingressou no quadro social do clube com apenas dezessete anos de idade e logo viria a fazer fama como atleta. Como remador, Oliveira atuou entre 1902 e 1920 e após esse período viria a se tornar dirigente do Clube de Regatas Botafogo. Uma das maiores proezas esportivas do país é de Oliveira Castro com a conquista do primeiro campeonato brasileiro de remo, em 12 de outubro de 1902. 


Sobre o Campeonato Brasileiro:

A competição foi idealizada pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo. A categoria escolhida foi a de canoés de sete metros com assentos movediço, para um remador, e a distância a ser percorrida de 1.000 metros. (Livro Como esta estrela veio parar no meu peito - os 70 anos da fusão do Botafogo de Rafael Casé -  página 39, segundo parágrafo).

Antônio competia com a sua embarcação Segunda Diva e tinha como adversários o  alemão e campeão europeu Hans Binder, do Clube de Natação e Regatas e o inglês Eduardo May, do Icarahy.

Após início de prova disputada, o remador Botafoguense começou a se destacar dos adversários. E no meio da prova ocorreu o abandono do canoé Memphis e com distância já muito superior aos adversários, o Almirante cruzou com Diva a linha de chegada.

E depois de muitas congratulações de adversários e do público a Oliveira Castro, os remadores do Botafogo desfilaram com as "Divas", a invicta (aposentada) e a mais nova campeã.


Por: Marcos Cruz
Referência: Livro Como esta estrela veio parar no meu peito - os 70 anos da fusão do Botafogo de Rafael Casé


COLUNA NOSSA HISTÓRIA: Diva e Oliveira Castro COLUNA NOSSA HISTÓRIA: Diva e Oliveira Castro Reviewed by Marcos Cruz on abril 15, 2016 Rating: 5

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