Saudades de 1995

A derrota no interior paulista me fez recordar dos bons momentos já vivi com o clube. E no ano que relembramos os vinte anos da conquista do Campeonato Brasileiro por Túlio, Donizete, Gottardo e cia., essa campanha vem à tona diversas vezes e perceber o quão saudosista eu sou.

Foto: reprodução internet
1995. Tinha dez anos. Se eu tivesse uma máquina do tempo, era esse o ano que escolheria para voltar ao tempo. Não para reviver o título, mas para desobedecer meus pais. Explico. Na partida do Maracanã, em uma noite de quarta-feira extremamente chuvosa, minha mãe não permitiu que eu fosse ao estádio para não perder a aula de caticismo. Por ironia do destino, nem católico sou mais. E no domingo da grande final, meu pai me arrumou um aniversário para irmos em Niterói e, com isso, tive que acompanhar pelo radinho que, de tão antigo, só tinha a frequência AM. Ah, que falta faz um Delorean voador nessas horas...

Aquele 17 de dezembro foi especial. Essa é a minha história. E ouvindo as histórias de amigos e familiares, botafoguenses ou não, renderia um belo livro para se guardar. Teve gente que vibrou na praia em um show do Titãs, que tomou o primeiro porre da vida em casa e até uma turma do arco-íris que foi a General Severiano para comemorar (mentira, foram para beber e encher a cara, somente).

Foto: reprodução internet
Para nós, torcedores, é importante relembrarmos esses momentos de conquistas e glórias. Seedorf, em sua passagem por General Severiano, disse, certa vez, que o passado tem que ser cultivado e respeitado, não se esquecendo quem fez história. O passado é que faz o que o clube é. Em contrapartida, o holandês também disse que temos que pensar na mudança, olhando para a atualidade para criar um futuro melhor. Particularmente, assino embaixo nas duas afirmações do Clarence.

Foto: Fernando Soutello
Continuando. Já diria Belchior em um grande sucesso imortalizado pela voz de Elis Regina que "não podemos ficar amando o passado e não perceber que o novo sempre vem". "Os nossos ídolos ainda são os mesmos e depois não apareceu mais ninguém". Nílton, Garrincha, Didi, Quarenta, todos eles têm seus nomes em nossa gloriosa história. Mas precisamos olhar com mais carinho para os jogadores atuais. Jefferson, Gilberto, Pimpão. Luis Henrique! São eles que escreverão novas linhas e com a nossa ajuda.

E se todo esse papo não convencer, lembre-se de um coisa. Em 1995, o Botafogo também perdeu para o Bragantino por 1 a 0 em Bragança Paulista, em cruzamento feito pelo folclórico Luis Müller. Quem estiver na faixa dos trinta anos ou mais, provavelmente lembrará do rápido atacante e o seu inconfundível bigode.

Foto: Gazeta Press (foto de 1990)
Sendo assim, já que todo botafoguense tem a superstição como marca registrada, não duvide dessa afirmação: seremos campeões!

Por: Thiago Hildebrandt.
Saudades de 1995 Saudades de 1995 Reviewed by Thiago Hildebrandt on julho 11, 2015 Rating: 5

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