O retorno à elite começou no norte do país

Belém, capital do Pará. São, aproximadamente, 3h30min em um voo direto saindo do Rio de Janeiro. Foi lá que a nossa saga na segunda divisão do futebol brasileiro começou em 2015. Li e ouvi muitos relatos de botafoguenses que ainda não tinha caído a ficha da Série B. Mas sim, isso é real. A temporada desse ano nos reservou uma trajetória que, com todo o respeito aos demais clubes participantes, não condiz com a nossa gloriosa história. Tudo isso resultado de uma má gestão e administração da presidência anterior - que, ao final, não assumiu nenhuma responsabilidade.

Foto: Satiro Sodré
O pontapé inicial foi dado. Sim, na Série B. Podem acreditar! Nosso adversário era o Paysandu, o Papão da Curuzu, tradicional clube do seu estado e do país, também, sendo um dos poucos clubes estrangeiros a derrotar o Boca Juniors dentro da temida La Bombonera. Mas o atual time do nosso adversário, assim como o nosso, está longe de estar à altura de sua rica história.

Nosso goleiro, capitão, ídolo e o atual titular da seleção brasileira, Jefferson, pouco trabalhou nos noventa minutos. Fez apenas uma grande defesa, no final do primeiro tempo, em um chute cruzado do veloz Bruno Veiga. É provável que o Jefferson tenha tido mais trabalho em lidar com as tietagens do que na partida em questão. Assim é a vida de uma grande referência.

Foto: Satiro Sodré
Se no primeiro tempo tivemos poucas chances reais de gol, no segundo tempo a história começou a mudar graças a entrada do Daniel Carvalho. Nos minutos que esteve em campo, mostrou, mais uma vez, que técnica ele tem. E de sobra. No momento, o que ele necessita é de tempo para adquirir uma melhor forma física e de ritmo de jogo, pois não é fácil ficar fora do futebol profissional por mais de um ano e retornar ao alto nível.

Foto: Satiro Sodré
O Daniel seria um sério candidato a ser condecorado como o herói da partida na estreia do Botafogo na competição. Mas assim é o futebol. Consagra um personagem que seria um dos últimos a ser lembrado se essa história fosse escrita por um cronista qualquer. Pimpão. O camisa sete fazia uma partida muito abaixo do que pode render. Não acertava tabelas, finalizava fraco e até uma tentativa mal sucedida de bicicleta teve. Mas foi dele o gol redentor, dentro dos cinco minutos regulamentares finais, e o Botafogo volta para casa com os três pontos na bagagem.

Foto: Satiro Sodré
Hoje, domingo, Dia das Mães, o Sol nasceu lindamente para resplandecer essa bela cidade que, quando ela é alvinegra, torna-se ainda mais maravilhosa. E quando há uma estrela solitária a guia-la durante a noite, então... Aí torna-se a oitava maravilha do mundo, pois não há casamento mais belo nesse plano material que o Rio de Janeiro e o Botafogo.

Que todos os alvinegros possam ter um grande Dia das Mães, que possam renovar todo o agradecimento a ela nesse dia especial e que, aos que não tem mais suas mães nesse plano terreno, que possam lembra-la dela com carinho, dos momentos bons que esteve presente com ela e de toda a importância que ela teve em sua vida. Não digo que é fácil, mas não custa tentar.

E digo com toda convicção. Aonde ela estiver, sua mãe irá ficar feliz.

Saudações alvinegras.


Por: Thiago Hildebrandt.
O retorno à elite começou no norte do país O retorno à elite começou no norte do país Reviewed by Thiago Hildebrandt on maio 10, 2015 Rating: 5

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