COLUNA DO BRUNO SOUZA: Libertadores é guerra, só não pode se esquecer o bom futebol

Fala galera botafoguense de todo o Brasil!

Três pontos. Isso é o que basta ao Botafogo, para se classificar para as oitavas-de-final da Taça Libertadores. O time chegou a uma situação confortável na competição, com poucas boas atuações, mas com muita pegada e dedicação em campo, ou como todos estão dizendo: com espírito aguerrido, encarando a competição como uma guerra.

Para se vencer essa competição, é necessário também esse espírito de guerra. Talvez, por isso, times argentinos se deem tão bem na Libertadores, pois essa competição é diferente: a entrega e a raça em campo, são fatores que tem mais importância nessa competição, do que em qualquer outra competição mundo afora. A técnica, que eu considero fator principal para qualquer time vencer, na Libertadores não é tão importante,quando é preciso encarar: altitude; gramados nem sempre em perfeitas condições; torcidas hostis, que pressionam o tempo todo; Jogadores adversários que são catimbeiros; juízes com diferentes estilos de arbitragem, e por ai vai...

Por tudo isso descrito acima, a competição tem que ser considerada uma guerra, e jogadores e torcida compraram essa ideia e estão unidos como aliados fiéis, em busca de derrotar cada adversário nessa guerra.

Mas, como em toda guerra, só transpiração não basta. É preciso ter também respiração. A ideia de guerra é certa,desde que seja levada na medida certa. Por mais que a Libertadores seja uma guerra,nem sempre se pode agir tomado pela emoção, como fizeram Bolívar e Edílson, no jogo contra o Independiente Del Valle,no Equador. Quando a emoção sobressai demais sobre a razão, o time corre risco de ficar em desvantagem numérica no gramado.

Outro perigo desse espírito de guerra, é que esse espírito começa a ser encarado como uma antítese ao bom futebol. O jogo bem jogado está sendo deixado de lado, em nome da guerra e isso é algo negativo. Não pode acontecer de time e torcida entrarem na onda de: "Jogamos mal, mas pelo menos ganhamos com raça".

Se pensarmos bem, veremos que é preciso também jogar bem. Os últimos três campeões da Libertadores (Santos, Corinthians e Atlético-MG) eram times que tinham raça, mas eram times com grande capacidade técnica, que desempenhavam um futebol muito bom com a bola nos pés.

O espírito de guerra, não pode servir como atenuante a falta do bom futebol, como tem sido feito. Ambos tem que andar juntos e sempre em doses exatas, para que, quando um estiver em menor intensidade, o outro esteja pronto à complementar o restante da dose que é necessária para conquistar as vitórias na Libertadores.

É isso ai galera, vou ficando por aqui. Gostou da nossa coluna? Compartilhe com quem possa interessar e comente. Não gostou? Comente também e deixe seu recado.

Saudações alvinegras e até a semana que vem!
COLUNA DO BRUNO SOUZA: Libertadores é guerra, só não pode se esquecer o bom futebol COLUNA DO BRUNO SOUZA: Libertadores é guerra, só não pode se esquecer o bom futebol Reviewed by bcfsouza on março 23, 2014 Rating: 5

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